Você quer melhorar seu site, mas não sabe por onde começar?

A resposta é simples: comece com os dados. Em vez de sair fazendo alterações aleatórias que você acha que são necessárias, que tal usar o comportamento real do usuário para conduzir suas atualizações?

Se você tem um site, é bem provável que já esteja usando o Google Analytics. Hoje, quase 40 milhões de sites usam o Google Analytics (às vezes você o verá abreviado como GA) e esse número vem crescendo constantemente há quase uma década.

Mas, apesar dos milhões de usuários, muitos donos de sites ainda ficam completamente confusos na hora de fazer uma análise. Se você se sente perdido em meio a tantos dados, saiba que não está sozinho.

Não seria mais fácil se você pudesse bater o olho em todas aquelas tabelas e gráficos bonitos e ver o que realmente importa?

Hoje, eu vou detalhar as 11 estatísticas mais práticas. Estude-as e faça alterações com base nas recomendações que elas fornecem. Você encontrará pontos precisos com os quais poderá melhorar o desempenho e a taxa de conversão do seu site.

1. Como está o seu site em comparação ao de seus concorrentes?

Uma das primeiras métricas que você deve verificar é a guia “Benchmarks”. Ela te mostrará como você está em comparação a outros sites do mesmo segmento.

Obviamente, esses dados não são 100% precisos, porque nem todos os seus concorrentes podem estar usando o Google Analytics, mas são melhores do que nada, concorda? Além do mais, você terá uma perspectiva geral de como o site está indo.

Você já deve ter uma boa noção do tráfego que o seu site recebe — se é maior ou menor do que o de seus concorrentes — mas você sabe o quão engajados seus visitantes são em comparação aos seus maiores concorrentes?

Ao comparar estatísticas como o tempo médio na página, você terá uma ideia mais clara de como está o seu site em relação aos outros concorrentes do seu público, além de identificar quais as alterações necessárias para melhorá-lo.

Depois de usar o Google Analytics, eu sempre gosto de elevar o nível da minha análise da concorrência com o Ubersuggest. Você terá acesso a muitas das mesmas informações, além de alguns dados adicionais, que podem ser usados para ​​te colocar em vantagem.

Por exemplo, vamos supor que o HubSpot seja um dos seus principais concorrentes. Cole o URL e clique em “Pesquisar”.

A visão geral do domínio fornece a você uma excelente compreensão de como o seu site está se saindo nas buscas, através de dados de palavras-chave orgânicas, tráfego orgânico mensal, domain score e backlinks.

Para se aprofundar mais, clique em “Auditoria de site”, na barra lateral esquerda.

Mas não para por aí: ao rolar a página, você também encontrará as seguintes informações:

Agora é a hora de decidir por onde começar. Por exemplo, se deseja saber como você está em relação aos rankings de palavras-chave, clique em “palavras-chave orgânicas”, na parte superior da página de resultados.

Você verá isto aqui:

Essa é uma lista de todas as palavras-chave para as quais o HubSpot está rankeando, juntamente com:

  • A média mensal do volume de pesquisa no Google;
  • A posição atual no Google;
  • O número estimado de visitas mensais;
  • A dificuldade de SEO, que mede a dificuldade para rankear.

Se você quiser dar um passo adiante, clique em uma palavra-chave. Por exemplo, “marketing no Facebook”.

Agora, você pode ver como está o seu site em comparação aos outros, além de detalhes adicionais que podem ajudar você a correr atrás do prejuízo (se você estiver seguindo os buscadores).

2. Onde seus visitantes moram?

Você pode estar supondo que todos os visitantes são da sua região — mas e se não forem?

Para descobrir isso, acesse “Público”, na barra lateral. Em seguida, clique em “Geo” e depois em “Localização”.

Eu percebi que usar o recurso de sobreposição de mapa (overlay) no country view geralmente é inútil e não fornece muita informação sobre seus visitantes. Isso porque ele é amplo demais para ser acionável.

Por outro lado, se você selecionar a cidade, poderá obter informações mais úteis sobre o seu público. Basta clicar na cidade abaixo do mapa.

Só porque a sua empresa está sediada no Brasil, isso não quer dizer que a maior parte do seu tráfego é proveniente de uma cidade daqui; ele pode vir de Londres, por exemplo.

Depois de analisar os dados geográficos e ter uma ideia de onde a maioria do seu público está localizado, você poderá modificar seus negócios para melhor atender a esse público específico.

3. Quem está comprando e quem está só pesquisando?

Se o seu produto ou serviço for uma compra única, seu objetivo é atrair um número maior de novos visitantes para o seu site. Mas se você deseja repetir negócios, precisa aumentar a quantidade de visitantes que retornam.

Geralmente, a segunda opção é melhor, pois é mais fácil vender para quem já é cliente do que encontrar novos.

Você pode usar seus dados de análise para descobrir quem está comprando, quem está retornando e quem está apenas “dando uma olhadinha” em sua página e saindo. Uma boa maneira de fazer isso é usando cookies ou informações de referência para ver os diferentes tipos de visitantes.

4. Quanto tempo as pessoas estão levando para sair do seu site?

Obter mais tráfego para o seu site é uma maneira de aumentar suas vendas, mas outra maneira, seria controlar quantas pessoas saem do seu site.

A porcentagem de pessoas que deixam o site após abrir uma única página (em vez de navegar um pouco mais) é conhecida como taxa de rejeição. Você também pode verificar as guias “Tempo no site” e “Tempo na página”, que informam quanto tempo as pessoas permaneceram.

Se as pessoas não estão ficando no site, tente modificar o design ou a oferta de produtos para que ele se torne mais atraente. Geralmente, é a maneira mais fácil de aumentar sua receita.

5. Você é compatível com os navegadores certos?

Talvez você seja um usuário avançado no mundo da computação, mas lembre-se que seus clientes podem não ser.

Ao descobrir quais navegadores seus clientes estão usando, você poderá determinar se o site está sendo exibido corretamente para eles.

Neste momento, o Chrome domina a internet — ele ocupa quase 60% do mercado mundial. Todavia, isso pode não se enquadrar para o seu caso.

Por exemplo, se 30% de seus visitantes estiverem usando o Firefox, mas seu site não for compatível com esse navegador, você pode estar perdendo muitos negócios. O mesmo vale para navegadores mobile e diferentes sistemas operacionais.

6. Você é compatível com as telas corretas?

Se voltarmos para 1990, vamos perceber que as pessoas tinham monitores muito volumosos com baixa resolução. Porém, nos dias de hoje, a maioria das pessoas navega na internet com monitores de tela plana, notebooks ou celulares de alta resolução.

Atualmente, os usuários mobile são tantos quanto os usuários de desktop, e lá atrás, vêm os usuários de tablets.

A guia “Resolução de tela” no Google Analytics, permite que você veja qual resolução seus clientes estão usando.

Há duas coisas a serem observadas aqui. Primeiro, você pode ver se há espaço para adicionar mais coisas ao seu site. Claro que nem sempre é uma boa ideia, mas vamos supor que a maioria dos usuários esteja acessando através de telas gigantes. Nesse caso, você pode usar o espaço para proporcionar uma experiência melhor.

Mas também pode acontecer o oposto. Se a maioria dos usuários estiver usando dispositivos móveis ou monitores de baixa resolução, você precisará otimizar para um tamanho menor de tela. Uma boa maneira de se fazer isso é usando um design responsivo, que se adapte às dimensões da tela do usuário.

7. Quem está enviando tráfego para você?

Observar os sites que estão te linkando vai te dar uma ideia melhor de como as pessoas estão acessando o seu site.

Embora os buscadores possam ser uma fonte enorme de tráfego para alguns sites, para outros, o tráfego de referência pode ser uma grande sacada. Se de repente você receber uma enxurrada de tráfego vindo de um site que você nunca ouviu falar, vá lá e dê uma boa analisada.

Veja se tem como você obter novamente uma quantidade significativa de tráfego desse site ou, tente encontrar outras oportunidades em sites semelhantes.

8. Onde você está rankeando no Google?

Você deve conhecer bem as palavras-chave que direcionam tráfego para o seu negócio, mas já tentou aumentar seus rankings para essas palavras-chave?

Se você perceber que uma palavra-chave está direcionando muito tráfego para o seu site, mas você está aparecendo na segunda página do Google para esse termo, tente acessar a primeira página. Às vezes, basta fazer algumas correções simples para pular da segunda página para a primeira.

Trabalhe para melhorar seu SEO on page. Você pode fazer isso linkando internamente as páginas do seu site, incluindo uma imagem ou duas e inserindo palavras-chave sempre que possível.

Ou, se preferir, você pode abrir o Google Ads (anteriormente conhecido como Google AdWords) e iniciar uma campanha PPC (pay per click) para essas palavras-chave.

9. Quais produtos ou serviços poderiam interessar aos seus visitantes?

Depois de descobrir o que os seus visitantes gostam e o que não gostam, você pode oferecer a eles coisas novas nas quais podem se interessar.

Ou, se as pessoas gostarem de um item específico, você pode oferecer outros produtos, serviços ou até mesmo conteúdo que possa complementar esse item.

Conforme você amplia seus negócios, essa é uma das melhores maneiras de começar a obter mais vendas com o tráfego já existente. Em muitos casos, é mais fácil vender para clientes atuais do que obter novos.

10. O que faz as pessoas saírem do seu site?

Procure observar e descobrir de quais páginas as pessoas estão saindo e como você pode tornar seu conteúdo mais interessante nessas páginas. Crie CTAs melhores e/ou adicione links que levam a outros lugares do seu site.

Esses dados, ajudarão você a entender o que as pessoas não gostam no seu site e manterão os visitantes por mais tempo. Você também pode usar o Google Website Optimizer ou o meu próprio SEO Optimizer para melhorar o desempenho das suas páginas.

11. Quais são seus objetivos?

É impressionante o tanto de gente que não tem metas definidas em suas contas.

Com o Google Analytics, é possível vincular diferentes ações do usuário em uma meta. Você pode, por exemplo, ter uma meta de uma compra concluída, uma inscrição em uma newsletter e por aí vai.

O GA informará automaticamente qual porcentagem de usuários atende a essa meta. É uma informação excelente que você pode usar para melhorar o fluxo do usuário para o seu objetivo, seja ele qual for.

Mas se você não tem objetivos claros, como saberá que está alcançando seus números? Então, se ainda não possui metas na sua conta do Google Analytics, essa é a hora de começar! Certifique-se de vincular os dados da meta com todas as suas outras estatísticas de tráfego.

Conclusão

Bom, agora você já tem uma ideia bem mais clara de quais medidas tomar para melhorar o site da sua empresa.

Examinar os dados pode ser divertido, mas você precisa navegar com cuidado para encontrar as métricas mais importantes para trabalhar com base nelas. Procure informações sobre o que atrai seus visitantes, de onde eles são e como estão visualizando seu site.

A melhor parte é que essas métricas nunca envelhecem. Você pode continuar melhorando sua taxa de rejeição, criando novos produtos e atendendo às demandas dos visitantes enquanto o site existir.

Qual técnica você usará primeiro para melhorar o seu site?

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